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sábado, 2 de julho de 2011

Adolescente é sequestrada e morta na Bahia - Veja o vídeo


Corpo encontrado em matagal é de adolescente sequestrada em Vila de Abrantes.

Uma adolescente que desapareceu na noite desta terça-feira (28) foi encontrada morta na tarde desta quarta-feira às margens da Estrada do Coco, em Lauro de Freitas. O corpo da estudante Adriane Melo de Jesus, 16 anos, já foi reconhecido pelo pai no Instituto Médico Legal (IML) de Salvador.

Adriane desapareceu quando voltava a pé da casa de uma amiga em Vila de Abrantes,as margens da Estrada do Coco. O casal foi abordado por um homem em um veículo de cor escura que se identificou como policial, revistou o casal e obrigou a jovem a entrar no carro. Os bandidos mandaram o namorado correr e jogaram o celular da adolescente na rua.

A família da jovem chegou a aparecer no quadro "Desaparecidos", da Rede Bahia, buscando informações sobre seu paradeiro. "Pode ter sido pega por acaso, não ter sido ela, confundido ela com outra pessoa. Nunca teve discordância dentro de casa entre eu e ela, não tinha inimiga, era uma pessoa muito querida mesmo por todo mundo", disse, emocionada, a mãe da jovem, Adriana Maria de Melo ao Bahia Meio Dia.

Ao saber que a filha tinha sido raptada, o PM, lotado na 5ª CIPM, em Vera Cruz, chegou a ir até Abrantes procurar pela filha. “Nós fizemos buscas na área, mas não conseguimos achar nada”, contou.

O corpo de Adriane foi encontrado quarta em um matagal atrás do clube da Caixa Econômica Federal, na Estrada do Coco, no sentido Pedágio-Salvador . Segundo a polícia, o cadáver apresentava três perfurações de bala, sendo duas na cabeça e uma no peito, e indícios de abuso sexual.

Desde o desaparecimento da jovem, o caso é investigado pela 26ª Delegacia (Vila de Abrantes). O delegado titular Marcos Tebaldi é o responsável pela investigação e já chegou a ouvir algumas pessoas da família da jovem.


Despedida é marcada por saudade e medo.

A capela do Cemitério Municipal de Vila de Abrantes, localidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, ficou pequena para tanto sofrimento na tarde de ontem, quando foi velado o corpo da estudante Adriane Mello de Jesus, 16 anos.

Por causa do estado do corpo, o enterro de Adriane, apelidada de Annie, teve que ser realizado com o caixão fechado. A mãe da adolescente passou mal e não conseguiu comparecer à despedida da filha que sonhava em ser psicóloga. Durante o velório, colegas da adolescente, que cursava o 2º ano do ensino médio no Colégio Estadual de Vila de Abrantes e tirava “notas excelentes”, prestaram as últimas homenagens.

“Não dá para expressar a dor. Nada vai preencher a falta dela. Entrar naquele colégio sem ela não vai ser a mesma coisa”, disse o estudante Kaio Santos, 17 anos. Antes do corpo ser sepultado, Kaio leu um texto que escreveu para a amiga. “Annie, você sempre estará viva em nossos corações, mentes e lembranças. Espero que sua família encontre o conforto que precisa e você a paz eterna”, dizia o texto.

O crime, que chocou a população de Abrantes, deixou ainda o medo para os jovens do local. “A gente se sente insegura. O que aconteceu com ela pode acontecer com a gente também. É um clima de insegurança total”, disse a estudante Carla Henrique, 16. “Ninguém esperava que isso fosse acontecer porque ela era muito reservada. Não tinha inimigos. A maneira que ela foi tirada de nós deixa uma dor muito grande”, complementou a também estudante Tairine Bahia, 16.
Amigos se manifestaram em frente à delegacia

Vestidos em sua maioria de branco, vizinhos, amigos, familiares, professores e funcionários da escola em que Adriane estudava fizeram uma manifestação pacífica na manhã de ontem, em frente à 26ª DP. Foi a forma que eles encontraram de protestar contra o assassinato brutal da garota.

De mãos dadas, eles formaram um grande círculo, gritaram por justiça e fizeram uma oração em homenagem a Adriane. Após a prece, pediram que a polícia solucione o caso com agilidade. A pedagoga Laís Melo, 33 anos, vizinha da família, falou sobre o sofrimento da mãe e da indignação dos amigos e familiares.

“Conheço essa menina desde os 8 anos de idade, uma garota tranquila, nunca se envolveu com nada errado. A mãe dela está de fazer pena. O que fizeram com ela foi uma brutalidade”, disse Laís. “Ela estava no lugar errado, na hora errada. Foi um covardia. Ela foi presa de um animal que já estava com intenção de cometer essa maldade”, desabafou o amigo Marcos Vinícius.

* Fonte: CDB



Polícia divulga retrato falado de assassino de adolescente.

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